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Propriedades do limão

14/07/2009

lemon

Em 1742 já se sabia que o suco de limão impede o desenvolvimento do escorbuto, doença debilitante que atormentava os marinheiros durante as longas viagens.

Porém, somente em 1928 os pesquisadores identificaram a substância responsável pelo combate à enfermidade: a vitamina C. O efeito anti-escorbuto deu origem ao nome científico da substância,  ácido ascórbico.

Na condição de principal agente anti-oxidante hidrossolúvel do organismo, a vitamina C desobstrui as artérias, removendo as placas gordurosas – os ateromas.

O limão fortalece o sistema imunológico, retarda o envelhecimento precoce, bloqueia os radicais livres, oferecendo, assim, proteção contra o câncer. No limão há uma substância antioxidante chamada limoneno que combate poderosamente os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento precoce e a várias doenças.

O limão fortalece os capilares, vasos sanguíneos diminutos, e as paredes celulares, sendo agente essencial na formação do colágeno.

Desta forma, ele previne equimoses, promove a cicatrização da pele e mantém fortes e sadios os tendões, que conectam o músculo ao osso, e os ligamentos, que conectam os ossos entre si. O limão também favorece a produção de hemoglobina nas hemácias sanguíneas e auxilia o organismo a absorver o ferro dos alimentos.

O limão é anti-séptico seguro e natural, que combate a fermentação

gastro-intestinal, destruindo micróbios e criando ambiente invulnerável à ação dos germes. No âmbito das vitaminas, destaca-se a vitamina C, de que o limão é uma das principais fontes.

No suco de dois limões são encontrados mais de 70 mg da vitamina, e a ingestão diária recomendada para homens e mulheres é de apenas 60 mg.

Os ácidos do limão – cítrico, oxálico e málico – encontram-se combinados com potássio, formando sais neutros. Pesquisadores do Instituto de Trofoterapia de Barcelona, Espanha, coordenados pelo professor Nicolas Capo, descobriram que as frutas ácidas, principalmente o limão, são alcalinizantes do sangue e da urina.

Há um consenso médico segundo o qual as doenças se desenvolvem somente em ambiente ácido. A enfermidade não prospera em sangue alcalino.

O consumo elevado de ovos, chocolate, carnes vermelhas, carne suína, refrigerantes artificiais, bebidas alcoólicas, frituras, maionese, catchup, açúcar, e outras substâncias da dieta moderna, comprovadamente eleva a acidez sanguínea. Desta forma, o organismo fica vulnerável a diversas patologias, inclusive neoplasias (cânceres).

Graças à ação do ácido cítrico, o suco de limão favorece grandemente a fluidez do sangue. Combinado com sódio ou potássio, o ácido forma o citrato de sódio e o citrato de potássio, respectivamente.

Estes sais vegetais alcalinos são considerados os melhores remédios contra a viscosidade sanguínea, eliminando o excesso de viscosidade, e assim oferecendo prevenção contra infartos e derrame cerebral e várias enfermidades causadas pela má circulação devido a viscosidade.

O limão neutraliza o ácido úrico, um dos principais causadores de artrite, reumatismo, gota e artrose. Estas enfermidades causam inflamação nas articulações do joelho, tornozelo, cotovelo, punho, dedos e na coluna vertebral. O ácido úrico é um ácido azotado eliminado do organismo através da urina, sendo o resultado final do metabolismo das proteínas.

Em excesso, o ácido úrico forma grandes depósitos nas articulações causando inflamação local, ou forma cristais nas vias urinárias, conhecidas como cálculos renais. Pessoas que têm cálculos renais devem moderar o consumo de vitamina C.

Fonte: Medicina alternativa de A a Z, págs 50 a 54.


O lado bom do chiclete

12/06/2009

Se o chiclete pode causar cáries, gases e até diarréias, cãibras e problemas cervicais, ele pode também trazer benefícios, como reduzir o hormônio cortisol, causador do estresse, melhorando a concentração, de acordo com estudo do Baylor College of Medicine, dos Estados Unidos.

Além disso, pode diminuir a sonolência durante a tarde, assim como a vontade de consumir doces, segundo cientistas das universidades norte-americanas Pennington Biomedical Research Center e da Loisiania State University.

A goma de mascar ainda evita o mau hálito, ao diminuir em até 50% a ação das bactérias da boca, segundo pesquisa da universidade norte-americana de Illinois; e ajuda na recuperação das funções intestinais após cirurgias, segundo estudo de um hospital público da Grã-Bretanha.

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“Os chicletes sem açúcar costumam estimular a salivação e retirar a matéria alba (restos alimentares) presentes na boca, tendo um efeito anticárie bastante interessante. O problema é que, muitas vezes, as pessoas consomem vários chicletes para manter um sabor adocicado na boca, o que produzirá cáries e, para quem não tem oclusão (mordida) adequada, também pode provocar lesões nas articulações e na coluna cervical”, explica Silvia Chedid, coordenadora do Centro Internacional de Pesquisas Avançadas em Saúde e consultora da Associação Brasileira de Odontologia.

Retirado da Folha Universal.


Tecido conjuntivo

11/04/2009

Caracteriza-se por apresentar diversos tipos de células, separadas por abundante material intercelular sintetizado por elas. Esse material é representado pelas fibras do conjuntivo (estrutura microscópica definida) e substância fundamental amorfa (não estruturada). Banhando as células, fibras e a substância amorfa, há um fluido, o plasma intersticial.

As fibras são de três tipos principais:

1.Colágenas – Mais frequentes no tecido conjuntivo. No estado fresco são brancas. Suas fibras são birrefringentes, pois são constituídas por moléculas alongadas e pararalelas, com diâmetro variável entre 1 e 20 um. Mostram uma estriação longitudinal, por serem constituídas por fibrilas.
Observadas pelo MO são acidófilas, corando-se róseo pela hematoxilina-eosina.
São constituídas pela proteína colágeno, que é a mais abundante do corpo humano (30%). Mais de uma dúzia de colágenos já foram descritos, entretanto os tipos I a V e XI são os mais freqüentes:
Tipo I – Constitui 90% do total de colágeno do corpo dos mamíferos.
Encontrado: tendões, ligamentos, cápsulas dos órgãos, derme, tecido conjuntivo frouxo, ossos, dentina etc.
Sintetizado: fibroblastos, odontoblastos e osteoblastos.
Tipo II – Encontrado: cartilagem hialina e elástica. Forma fibrilas muito finas.
Sintetizado: células cartilaginosas.
Tipo III – É o colágeno que forma as fibras reticulares.
Sintetizado: Fibroblastos e células reticulares.
Tipo IV – Não é constituinte dos tecidos conjuntivos, está presente nas lâminas basais.
Sintetizado: células epiteliais.
Tipo V – Existe em pequenas quantidades, ocorre nos mesmos tecidos onde existe colágeno tipo I, associando-se a este para formar fibrilas.
Tipo XI – Encontrado: cartilagens hialina e elástica. Participa da estrutura das fibrilas colágenas, junto com o colágeno tipo II.

2.Fibras reticulares – Muito delicadas, com diâmetro de 0,5 a 2 um. São fortemente PAS positivas e têm afinidade pelos sais de prata. Formadas pelo colágeno tipo III associado e elevado teor de glicídios.
Formam o arcabouço dos órgãos hemopoéticos (baço, linfonodos, medula óssea vermelha etc). Além disso, formam redes em torno das células musculares e das células de muitos órgãos epiteliais, como por exemplo, o fígado, os rins e as glândulas endócrinas.

3.Fibras elásticas – São mais delgadas que as fibras colágenas e não apresentam estriação longitudinal. Ramificam-se e ligam-se umas às outras, formando uma trama de malhas muito irregulares. A fresco têm uma cor amarelada.
Sintetizadas: fibroblastos, condrócitos e células musculares lisas.
Componente principal: elastina.

Células constituintes do conjuntivo:

1.Fibroblasto – Célula mais comum do tecido conjuntivo e a principal responsável pela formação das fibras e do material intercelular amorfo. Tem prolongamentos citoplasmáticos irregulares, seu núcleo é claro, rande, de forma ovóide, com cromatina fina e nucléolo evidente. O citoplasma é rico em retículo endoplasmático granular. O aparelho de Golgi é desenvolvido.
O fibrócito é uma célula menor, que tende a ser fusiforme e com menor número de prolongamentos do que o fibroblasto jovem. Tem núcleo menor, alongado e mais escuro, apresentando citoplasma acidófilo.

2.Macrófago – Célula oriunda dos monócitos do sangue. Tem grande capacidade de fagocitose e sua morfologia é variável conforme seu estado funcional e sua localização. O núcleo dos macrófagos é ovóide ou com forma de rim, apresentando cromatina condensada. Atuam como elementos de defesa, Fagocitam restos de céllulas, material intercelular alterado, bactérias e partículas inertes que penetram no organismo. Alguns macrófagos secretam diversas substâncias que têm papel importante nos processos imunitários de defesa.

3.Mastócito – Célula globosa, grande e com citoplasma carregado de grânulos basófilos que se coram intensamente. O núcleo é esférico e central, mas freqüentemente não pode ser visto, por estar coberto pelos grânulos citoplasmáticos. Esses grânulos são elétron-densos. A principal função dos mastócitos é produzir e armazenar potentes mediadores químicos do processo inflamatório.

4.Plasmócito – São células ovóides com citoplasma muito basófilo, graças à sua riqueza em retículo endoplasmático rugoso. O aparelho de Golgi e o centro celular ficam ao lado do núcleo, ocupando uma área que aparece clara. Sintetizam e secretam anticorpos.

5.Célula adiposa

6.Leucócitos


Leucócitos

10/04/2009

Os leucócitos ou células brancas do sangue são corpusculos incolores implicados nas defesas celulares e imunocelulares do organismo.

Neutrófilo

Tamanho: 12-15 µm
Tem núcleo formado por dois a cinco lóbulos ligados entre si por finas pontes de cromatina.
Dependendo do número de lóbulos nucleares, os neutrófilos dividem-se em bi, tri, tetra e pentalobulados etc. As formas com mais de cinco lóbulos são chamadas hipersegmentadas e representariam células envelhecidas.O citoplasma abundante do neutrófilo é carregado de granulações específicas, cujas dimensões(0,3 a 0,8 um) se situam próximo ao limite de resolução do microscópio óptico. Essas granulações se coram em salmão pela mistura tipo Romanowsky. Contém também grânulos azurófilos.
Constituem uma linha de defesa celular contra a invasão de microrganismos, sendo fagócitos ativos de partículas de pequenas dimensões.
Os grânulos específicos neutrófilos matam as bactérias fagocitadas principalmente pela produção de ânions superóxido e peróxido de hidrogênio (H2O2).

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Eosinófilo

Tamanho: 12-15 µm
Seu núcleo é, em geral, bilobulado. Apresenta granulações ovóides que se coram pela eosina (acidófilas). Os grânulos específicos eosinófilos são os lisossomos.
O citoplasma do eosinófilo é quase inteiramente ocupado pelos grânulos específicos. O retículo endoplasmático, as mitocôndrias e o aparelho de Golgi são pouco desenvolvidos.
Funções principais: fagocitar e destruir determinados complexos de antígenos e anticorpos e limitar e circunscrever o processo inflamatório.
eosinofilo
Basófilo

Tamanho: 12-15 µm
Núcleo volumoso, com forma retorcida e irregular, geralmente com aspecto da letra S. O citoplasma é carregado de grânulos maiores do que os dos outros granulócitos, os quais muitas vezes obscurecem praticamente o núcleo.

basofilo
Linfócito

Tamanho: 6-18 µm
Célula esférica, com diâmetro variável entre 6 a 8 um (pequenos), mas podem atingir até 18 um.
Possui núcleo esférico, às vezes com uma indentação. Sua cromatina se dispõe em grumos grosseiros, de modo que o núcleo aparece escuro nos preparados usuais, característica que favorece a identificação do linfócito.
O citoplasma é muito escasso, aparecendo nos esfregaços como um anel delgado em volta do núcleo. Apresenta basofilia discreta, corando-se em azul claro nos esfregaços. Por vezes, o citoplasma não é visível.
Linfócitos T são os mais numerosos no sangue. São responsáveis pelas respostas imunitárias de base celular, que não dependem dos anticorpos circulantes.

linfocito
Monócito

Tamanho: 12-20 µm
Os monócitos mais jovens são os que apresentam núcleo ovóide. Os núcleos em forma de rim e de ferradura representam estágios mais avançados do amadurecimento dessas células. A cromatina aparece em arranjo mais frouxo e delicado do que nos linfócitos, sendo esta uma das características mais constantes do monócito. O citoplasma é basófilo e contém grânulos azurófilos muito finos, alguns dos quais estão no limite de resolução do microscópio óptico.

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Fontes:

Atlas de histologia – ICB – UFG
Histologia Básica – Junqueira e Carneiro


Íntrons e Éxons

06/03/2009

Íntrons e Éxons no gene.

Os íntrons e éxons são seqüências de bases nitrogenadas no DNA. Os primeiros, até então acreditados  irrelevantes no processo de transcrição, são sempre suprimidos na formação do RNA mensageiro. Já os éxons são as partes “efetivamente” responsáveis pela codificação de proteínas.
Durante a transcrição do DNA, os íntrons são removidos por splicing, editando assim o RNA mensageiro, para a posterior produção de proteínas.
James Watson, em seu livro DNA, o segredo da vida, conta que há uma teoria que sustenta que esses intrusos moleculares (os íntrons) são meros vestígios de um passado evolutivo, um resquício dos primeiros dias de vida na Terra. Até o lançamento do livro, em 2003, a função e origem dos íntrons ainda estava em discussão.
Estudos realizados na USP identificaram que boa parte dos genes humanos (74%) possuem transcrição em seus íntrons.  Isso mostra que essas seqüências já não são vistas como antes: um “lixo genético”.
E vão além, afirmam que é possível que a diversidade das espécies estejam nas regiões intrônicas.


Corpo humano por partes – Fígado

14/02/2009

Hoje vou falar sobre este grande órgão, que pesa cerca de um quilo e meio em um homem adulto e realiza diversas funções vitais. Localiza-se no canto direito do abdome, vizinho do diafragma e das costelas.

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Como diz a wikipedia, o fígado é uma verdadeira “usina de processamento”.  Ele retira o excesso de glicose do sangue, armazena em forma de glicogênio e devolve ao sangue de acordo com as necessidades do organismo.
Funciona como um depósito de algumas vitaminas (A, D e B12), lipídios e certos minerais, como o ferro e o cobre.
Transforma o excesso de glicídios e proteínas em lipídios, que ficarão no tecido adiposo.
Fabrica os aminoácidos necessários ao corpo a partir dos aminoácidos essenciais (obtidos através da dieta).
Destrói as hemácias “velhas”, aposentando-as da circulação. A hemoglobina das mesmas são transformadas em pigmentos de cor parda, que são eliminados pela bile e assim dão o tom bronzeado das fezes .
Remove substâncias tóxicas do sangue como álcool, drogas etc, transformando-as em produtos menos tóxicos.  O que não significa que pode-se abusar dessa função, como prova a cirrose hepática.
Fabrica algumas proteínas do sangue, como as que atuam na coagulação (fibrinogênio, protrombina…)
Atua na digestão em parceria com a vesícula biliar, produzindo a bile. A vesícula biliar é um pequeno órgão conectado ao fígado. Armazena a bile, secreção que emulsifica gorduras e neutraliza ácidos na digestão.
O fígado tem alto poder de regeneração. Por isso pode ser retirado até 80% de seu volume que ele volta ao normal em cerca de três meses.
Entretanto, esse órgão pode ser atacado por doenças como a cirrose, as hepatites, o câncer, icterícia (pele e esclera amarelados) entre outras.

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Fontes de pesquisa:

Biologia – Série Brasil

wikipedia

http://br.geocities.com/hepatite_c/figado.htm